quarta-feira, 27 de março de 2013

Ansiedade patológica - sintomas e tratamento

Ansiedade patológica sintomas e tratamento
A ansiedade consome nossa energia vital. Quando não é aquela ansiedade natural, quando esperamos por algum acontecimento específico, mas sim a patológica, nos rouba o sono.
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Aquela apreensão esmagadora que nos tira o foco e a concentração, e que dá vida própria a pensamentos e sentimentos indesejáveis. Vivemos um estado de irritação crônica por estar sempre alerta e acabamos por não agir, trazendo problemas de relacionamento em todas as áreas.
Este tipo de ansiedade é coisa séria. Seus sintomas variam bastante e existem até casos de obesidade e insônia que têm em sua raiz tal patologia. Como em toda síndrome, o diagnóstico tem que ser feito por um especialista e pelo conjunto de sintomas físicos e emocionais que devem perdurar, no mínimo, por seis meses.
"Os sintomas podem incluir dificuldades para relaxar, dormir e se concentrar, cansaço excessivo, irritabilidade, tensão muscular, boca seca, enjoos, diarreia e taquicardia, entre outros problemas", explica a psicóloga Amélia Kassis, diretora da Companhia Zen, uma consultoria de qualidade de vida.
De acordo com Amélia, algumas técnicas têm se mostrado eficazes no tratamento da ansiedade, como a psicoterapia, que ajuda "a melhorar a percepção do individuo sobre si mesmo e o mundo, aumentando sua autoestima e desenvolvendo sua capacidade de sentir prazer".


Já o ioga, segundo ela, "também pode ajudar o paciente a reaprender a respirar, aumentando a consciência e o controle de si mesmo". "Outras sugestões são a terapia corporal, que aumenta sua percepção corporal e redireciona sua energia vital, e a massagem, que permite trabalhar em pontos específicos do corpo para equilibrar e administrar conflitos físicos e emocionais", explica.
Por Jessica Moraes

terça-feira, 26 de março de 2013

Como a acupuntura alivia a dor


Um modelo usado para estudar pontos de acupuntura (Photos.com)
Experiências com ratos conduzidas por pesquisadores da Universidade de Rochester mostraram como a acupuntura ativa os receptores que aliviam a dor.
Os níveis de adenosina, um analgésico natural, aumentaram no tecido próximo ao local onde as agulhas de acupuntura foram colocadas. A adenosina desempenha diversos papéis no corpo: a regulação do sono, redução de inflamações e age como um analgésico natural.
Os pesquisadores realizaram um procedimento de 30 minutos nos joelhos de um rato que sentia desconforto nas pernas. Em ratos com níveis normais de adenosina, a dor foi reduzida em mais de 60%, quando estudados seus nervos sensitivos.
Durante e imediatamente após o tratamento de acupuntura, o nível de adenosina no tecido perto das agulhas era 24 vezes maior do que antes do tratamento.
O Dr. Maiken Nedergaard, o cientista que conduziu a pesquisa, disse que embora a acupuntura exista há milhares de anos, ela ainda não foi completamente compreendida. O estudo, que foi publicado na revista ‘Nature Neuroscience’, visava mostrar como a acupuntura reduz as dores no corpo.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Doenças ligadas à obesidade custam R$ 488 milhões

Pesquisa revela o gasto para atender patologias relacionadas ao excesso de peso. Ministério da Saúde lança linha de cuidados para prevenção e tratamento do sobrepeso e obesidade.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta terça-feira (19) portaria que cria a Linha de Cuidados Prioritários do Sobrepeso e da Obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Dados do Ministério da Saúde revelam que o SUS gasta anualmente R$ 488 milhões com o tratamento de doenças associadas à obesidade. A nova linha define como será o cuidado, desde a orientação e apoio à mudança de hábitos até os critérios rigorosos para a realização da cirurgia bariátrica, último recurso para atingir a perda de peso.
Confira a apresentação feita na coletiva
A obesidade é um fator de risco para a saúde e tem forte relação com altos níveis de gordura e açúcar no sangue, excesso de colesterol e casos de pré-diabetes. “Este é o momento de o Brasil agir em todas as áreas, prevenção e tratamento, atuando com todas as faixas etárias e classes sociais, com um esforço pra quem tem obesidade grave”, ressaltou o ministro, durante a apresentação da pesquisa da Universidade de Brasília (UnB), que rastreou os gastos com obesidade no SUS.
Os custos com o tratamento da obesidade grave atingem hoje R$ 116 milhões, outro dado importante apontado pela pesquisa. Foram analisados dados de internação e de atendimento de média e alta complexidade relacionados ao tratamento da obesidade e de outras 26 doenças relacionadas (ver tabela no fim do texto), entre elas isquemias do coração, cânceres e diabetes.
Levantamentos mostram que o excesso de peso e a obesidade têm crescido no Brasil. De acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada em 2011 pelo Ministério da Saúde, a proporção de pessoas acima do peso no Brasil avançou de 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.
Padilha destacou que a obesidade está mais presente na população com renda menor que três salários mínimos e com menos de oito anos de estudo.
LINHA DE CUIDADO – A portaria prevê atividades desde a Atenção Básica para o cuidado do excesso de peso e outros fatores de risco que estão associados ao sobrepeso e à obesidade até o atendimento em serviços especializados. A atenção básica vai proporcionar diferentes tipos de tratamentos e acompanhamentos ao usuário, o que inclui também atendimento psicológico.
“Precisamos cuidar da qualidade de vida, oferecer novos caminhos, como alimentação adequada e atividade física. Se as pessoas com obesidade grave ficarem no estado de obesidade, elas já terão melhor qualidade de saúde, poderão reconstruir seus hábitos de vida com uma situação diferente”, afirmou o ministro, explicando que o atendimento será de acordo com a realidade de cada pessoa.
A pessoa com sobrepeso (IMC igual ou superior a 25) poderá ser encaminhada a um polo da Academia da Saúde para realização de atividades físicas e a um Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) para receber orientações para uma alimentação saudável e balanceada. Atualmente, 82,1% dos 1.888 NASFs contam com nutricionistas, 85,7% com psicólogo e 61,6% com professores de educação física.  Toda a evolução do tratamento será acompanhada por uma das 37 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS), presentes em todos os municípios brasileiros.
O Programa Academia da Saúde é a principal estratégia para induzir o aumento da prática da atividade física na população. Até agora, já foram repassados R$ 114 milhões, de um total de investimento previsto de R$ 390 milhões. A iniciativa prevê a implantação de polos com infraestrutura, equipamentos e profissionais qualificados para a orientação de práticas corporais, atividades físicas e lazer. Atualmente, há mais de 2,8 mil polos habilitados para a construção em todo o país e outros 155 projetos pré-existentes que foram adaptados e custeados pelo Ministério da saúde.
CIRURGIA BARIÁTRICA – A nova portaria do Ministério da Saúde também reduz de 18 para 16 anos a idade mínima para realizar o procedimento, em casos em que há risco ao paciente. A iniciativa foi tomada com base em estudos que apontam o aumento crescente da obesidade entre os adolescentes, como a Pesquisa de Orçamento Familiar de 2009 (POF). A POF verificou que na faixa de 10 a 19 anos o percentual de 21,7% dos brasileiros apresenta excesso de peso – em 1970, este índice estava em 3,7%. A avaliação clínica nos jovens entre 16 e 18 anos deverá constar no prontuário e deve incluir: a análise da idade óssea e avaliação criteriosa do risco-benefício, realizada por equipe multiprofissional com participação de dois profissionais médicos especialistas na área.
A idade máxima, que até então era de 65 anos, também foi alterada. Com a portaria, o que determinará para o indivíduo se submeter à cirurgia não será a idade, e sim a avaliação clínica (risco-beneficio), podendo ultrapassar o limite atualmente estabelecido.
O documento também prevê incremento no valor pago em cinco exames ambulatoriais pré-operatórios – os aumentos serão de 100% a 277%. A portaria prevê ainda reajuste médio em 20% das técnicas de cirurgia bariátrica na tabela do SUS. Além do incremento financeiro,o SUS passa a autorizar a realização da técnica Gastrectomia Vertical em Manga (Sleeve), totalizando a cobertura de quatros técnicas de cirurgia bariátrica. Também há novidade na cirurgia plástica reparadora pós-operatória. O SUS dará cobertura para mais uma cirurgia plástica reconstrutiva, a dermolipectomia abdominal circunferencial pós-gastroplastia, totalizando cinco tipos de cirurgias.
AÇÕES EM DESENVOLVIMENTO – Para frear a obesidade e o sedentarismo, que são fatores de risco importantes para doenças crônicas, e promover hábitos de vida mais saudáveis, o Ministério da Saúde prevê uma série de iniciativas no Plano de Ação para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), por meio de parcerias com o setor privado e outras pastas do governo. Lançado em agosto de 2011, o plano tem por meta reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura causada por DCNT até 2022.
O ministério investe também em ações preventivas para evitar a obesidade em crianças e adolescentes, como o Programa Saúde na Escola (PSE), que este ano está aberto a todos os municípios e passa a atender creches e pré-escolas. Para 2013, está previsto o investimento de R$ 175 milhões. Outra medida é a parceria do ministério com Federação Nacional de Escolas Particulares para distribuição de 18 mil Manuais das Cantinas Escolares Saudáveis como incentivo a lanches menos calóricos e mais nutritivos.
Para melhorar a dieta dos brasileiros e qualidade de vida, o Ministério da Saúde firmou um acordo com a indústria alimentícia que prevê a redução gradual do teor de sódio em 16 categorias de alimentos. A previsão é de que, até 2020, estejam fora das prateleiras mais de 20 mil toneladas de sódio.
A autora da pesquisa apresentada nesta terça-feira, Michele Lessa, destacou a resposta do Ministério da Saúde à questão ao criar a linha para prevenção e tratamento da obesidade: “A partir de dados epidemiológicos disponibilizados pelo próprio ministério, foi possível fazer a associação da obesidade com outras doenças para analisar o valor gasto no SUS com o tratamento da obesidade”.
TABELA 1 -Lista de doenças relacionadas à obesidade:

sexta-feira, 22 de março de 2013

Reduzir o sal e ingerir mais potássio ajudam a controlar a pressão arterial

Potássio é um bom nutriente e está presente em frutas, verduras e legumes.
Saiba como preparar receitas que podem substituir o sal nas refeições.

Para controlar a pressão arterial e proteger as artérias do coração, não basta diminuir o sal – é preciso também aumentar a ingestão de frutas, verduras e legumes, que têm potássio, um nutriente extremamente importante para equilibrar o sódio no organismo, como explicou a pediatra Ana Escobar no Bem Estar desta quinta-feira (21). Segundo o nutricionista Marcelo Barros, a recomendação é de que a dieta diária tenha, no máximo, 2.000 mg de sódio (sal) e cerca de 4,8 gramas de potássio.
Mantendo esse equilíbrio, é possível prevenir a pressão alta e, consequentemente, o infarto do miocárdio e também o AVC. Porém, para conseguir controlar as quantidades, é importante saber as características dos alimentos – por exemplo, 2 salsichas já têm mais da metade da quantidade de sal que pode ser consumida em um único dia, como alertou a pediatra Ana Escobar. Veja no infográfico abaixo mais alguns alimentos que têm bastante sódio.

Bem Estar - Infográfico do sal e potássio (Foto: Arte/G1)
O IBGE aponta que, no Brasil, o comportamento do brasileiro é a maior causa dos problemas com o excesso de sal. Isso porque cerca de 60% do que é consumido é adicionado no preparo das refeições, 20% adicionado à mesa nos alimentos e só 20% de produtos industrializados. De maneira geral, a dica é acrescentar na comida, no máximo, 2 gramas de sal por dia, o que corresponde a dois pacotes pequenos dos tipos que são encontrados em restaurantes.
O restante da quantidade permitida de sódio por dia virá naturalmente dos alimentos ou dos produtos industrializados. Porém, como alertou o nutricionista Marcelo Barros, existe uma regra simples na hora de comprar: evitar os alimentos que tenham em sua tabela nutricional mais de 7% de sódio por porção - quanto menos, melhor. No caso de uma lasanha pronta, por exemplo, há 61% de todo o sódio que é possível consumir diariamente.
Porém, vale lembrar que o sal não prejudica todos como regra. Para saber se o corpo é sensível ao sódio, é importante sempre medir a pressão arterial em um posto de saúde – dependendo do resultado, o médico pode orientar a melhor dieta para o paciente.
Caso a necessidade seja de reduzir o sal, há a opção de utilizar o sal de ervas, o sal marinho ou o gersal, muito usado pelos vegetarianos e macrobióticos. Veja como prepará-los no fim da página.
Por outro lado, no caso do potássio, é muito mais fácil consumir a quantidade recomendada de 3,5 gramas - basta incluir de 5 a 6 porções de frutas e vegetais ao dia. Mas é preciso cuidado com o processamento desses alimentos que podem reduzir a quantidade de potássio, ou seja, é melhor comer a fruta ou o vegetal naturais do que beber um suco, por exemplo. De acordo com a pediatra Ana Escobar, uma ótima fonte de potássio é a banana e deve ser incluída na alimentação.
RECEITAS
Sal de ervas
Ingredientes:
1 colher de sopa de sal
3 colheres de louro
1 colher de sopa de orégano desidratado
1 colher de sopa de manjericão desidratado
1 colher de sopa de alecrim desidratado

Preparo: bata tudo no liquidificador

Gersal
Ingredientes:
Gergelim branco ou preto
Sal marinho

Preparo: misture os ingredientes na proporção 5 por 1. Por exemplo, coloque 50 g de gergelim e 10 g de sal marinho.
Pressão arterial (Foto: Arte/G1)

quinta-feira, 21 de março de 2013

Incremente seu cardápio com as hortaliças típicas do outono

Por Patrícia Giuffrida postado em 20/03/2013 às 9h00
Que tal uma sopa quentinha de abóbora? Crédito: Getty Images.
Hoje começa o outono! É época de aproveitar as hortaliças típicas da estação! Além de mais baratas, são ricas em nutrientes importantes para a saúde, como vitaminas e minerais. Quer saber quais são?  Daísa Pinhal, nutricionista do Oba Hortifruti, apresenta alguns desses preciosos alimentos.
Couve-flor. Uma porção de 100 g tem só 23 calorias. Contém vitaminas B5, B6, B9, C e K. Também tem substâncias antioxidantes, associadas a um menor risco de doenças cardíacas e certos tipos de câncer. Que tal preparar uma sopa de couve-flor com curry e especiarias nesse friozinho?
Alho. É mais calórico (100 g têm 113 calorias). Mas as pessoas costumam usar só um pouquinho, para temperar comidinhas. Possui minerais como o selênio e o germânio. “Também contém  substâncias capazes de estimular o sistema imunológico e prevenir doenças cardiovasculares”, afirma a especialista. Fica bom nesta receita de frango com gengibre e azeite. Experimente!
Abobrinha. É bem magrinha: apenas 24 calorias em 100 g. Também pudera! Ela é composta basicamente por 95% de água. Mas contém também nutrientes importantes como vitamina C e  folato. Você pode recheá-la com vários alimentos leves, como atum ou carne de soja.
Abóbora. Cerca de 100 g desse legume cozido têm somente 40 calorias. É rica em betacaroteno, vitaminas do complexo B, cálcio, fósforo, ferro e potássio. Possui muitas fibras, que ajudam a aplacar a fome, contribuindo para o emagrecimento. Prepare um creme light com esse delicioso legume. Esta e as outras receitinhas citadas aqui são do canal de Culinária do MdeMulher.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Comer chocolate reduz o apetite por doces e pode fazer bem para a saúde

Chocolate é uma delícia e é praticamente impossível encontrar alguém que não goste. Apesar de seu valor calórico, o chocolate tem também substâncias que fazem bem à saúde que justificam seu consumo regular e constante - recomenda-se que sejam consumidos de 20 a 40 gramas por dia, preferencialmente os que tenham mais de 60% de cacau, que são os meio amargos e amargos.
No Bem Estar desta quarta-feira (20), o endocrinologista Alfredo Halpern explicou que o doce pode melhorar o humor, reduzir o apetite pode doces, diminuir o colesterol ruim (LDL) e ainda ajudar no bom funcionamento do coração. De acordo com o médico, estudos populacionais mostram que o doce ajuda também na prevenção de doenças cardiovasculares e até mesmo diabetes, por causa de uma substância chamada flavonóide, que funciona como protetora cardiovascular e ajuda a reduzir a formação de placas de gordura.
Info Chocolate Bem Estar (Foto: Arte/G1)
Os flavonóides têm também propriedades anticancerígenas e são eficazes na prevenção da úlcera gástrica, como alertou o endocrinologista. Porém, para adquirir esses benefícios, a nutricionista Vanderli Marchiori explica que o meio amargo é a melhor opção já que tem maior concentração de flavoinoides e antioxidantes, sendo o mais indicado na prevenção das doenças mencionadas pelo endocrinologista.
Os antioxidantes, inclusive, são extremamente importantes porque combatem os radicais livres responsáveis pelo entupimento das artérias e também ajudam a reduzir o colesterol total e os triglicérides. Em uma pesquisa feita pela Universidade de Cornell, foi constatado que o chocolate quente tem ainda mais antioxidantes do que o chá preto e o chá verde, o que mostra a relevância do doce.
No vídeo ao lado, o endocrinologista Alfredo Halpern e a nutricionista Vanderli Marchiori respondem perguntas dos internautas em um bate-papo exclusivo para a internet.  
Além disso, o chocolate melhora e estimula atividade psicoativa do cérebro, mantendo estável a serotonina, neurotransmissor regulador do humor. Outras substâncias importantes, chamadas alcaloides, como a cafeína e a teobromina, também estimulam o sistema nervoso, melhoram a concentração e dão energia. O endocrinologista explicou ainda que ele pode ser eficiente no alívio dos sintomas da TPM nas mulheres, mas é preciso tomar cuidado sempre com a quantidade ingerida.
Por fim, a dica da nutricionista Vanderli Marchiori é sempre observar o rótulo para ver se há a presença de manteiga e pasta de cacau - quanto mais, melhor e maiores serão os benefícios do produto à saúde (veja no vídeo ao lado).
Além disso, ao ler os ingredientes, é bom saber que o primeiro da lista é o que está em maior quantidade no produto e, se for o caso do açúcar, é preciso reduzir o consumo.

terça-feira, 19 de março de 2013

Saiba quais trocas fazer na dieta para reduzir ou evitar o colesterol alto

Pequenas mudanças feitas hoje têm grande impacto na saúde no futuro.
Alimentos ricos em fibras ajudam a controlar o colesterol; veja mais dicas.


Nunca é tarde para mudar os hábitos – porém, o quanto antes, melhor para a saúde no futuro. Pequenas trocas na alimentação, por exemplo, já podem ajudar a prevenir o colesterol alto e também diversas outras doenças e problemas cardiovasculares, além de evitar que o paciente se torne refém de remédios e consultas médicas no futuro, como explicaram os cardiologistas Roberto Kalil e Raul Dias dos Santos no Bem Estar desta terça-feira (19).
Uma das substituições recomendadas é a troca dos refinados por integrais – no caso do pão, o integral tem mais fibras que ajudam no controle do colesterol, assim como a aveia. Por isso, no café da manhã, a dica é optar sempre pelo pão integral, além do queijo branco, peito de peru, leite desnatado e também as frutas.
Colesterol valendo (Foto: Arte/G1)
O suco de uva também é uma ótima escolha porque tem resveratrol, que pode aumentar os anos de vida e também aumentar o colesterol bom (HDP) – mas, segundo os médicos, para que isso aconteça, a pessoa precisa beber diariamente 500 ml de um bom suco, ou seja, não funciona com os em pó ou de caixinha.
Outra troca boa tem relação com a cor dos alimentos – cebola, repolho e alface brancos podem ser substituídos pelos mesmos alimentos na cor roxa. Isso acontece porque há antocianina, um corante natural e antioxidante, presente na maioria dos alimentos roxos, que pode ajudar a evitar o colesterol alto.
Além disso, os médicos recomendam trocar também salgadinhos por castanhas, sal por ervas e alho, molho branco por molho de tomate, chocolate ao leite por meio amargo, pipoca de microondas por pipoca de panela, manteiga por margarina e também frango com pele por sem pele. Isso porque o colesterol aumenta com a ingestão desses alimentos, além de outros, como carnes gordas, leite e derivados (iogurte e queijos), frios, embutidos, creme de leite, tortas de massa podre, folhados, biscoitos amanteigados, sorvetes de massa, banha animal, frutos do mar e miúdos, como fígado e coração de galinha.
 
  Da mesma maneira que as pessoas se acostumam a contar calorias na hora de fazer uma dieta, faz bem também contar o colesterol – para uma dieta equilibrada e saudável, a recomendação da nutricionista Adriana Ávila é ingerir, no máximo, 300 mg por dia. Porém, fazer as contas não é fácil e, por isso, é importante saber em que alimentos estão o colesterol para atingir essa meta.
Por outro lado, há também os triglicérides, que aumentam quando há excesso no consumo de carboidratos, como por exemplo, açúcar, doces em geral, refrigerante com açúcar, bebida alcoólica, frutas e sucos de frutas, massas, pães, entre outros. O aumento dessa gordura também está relacionado ao excesso de peso e, por isso, se a pessoa emagrece, a taxa de triglicérides diminui.
info colesterol (Foto: arte / G1)
Hipercolesterolemia familiar
Há também a condição genética para o colesterol alto, causada por um problema de metabolização das gorduras no sangue, chamado de hipercolesterolemia familiar. Os sinais da doença são bolinhas de gordura na pele, taxas elevadas de colesterol ruim (LDL) ou colesterol total no exame de sangue, além do histórico familiar, logicamente.
Por isso, quem tem predisposição ao problema, como a família Cartolari mostrada no programa pela repórter Daiana Garbin (veja no vídeo), deve realizar exames com mais freqüência. No caso dessa família, alimentação equilibrada e atividade física não conseguem sozinhas tratar o problema e, muitas vezes, é preciso usar remédios por toda a vida.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que, ao completarem 10 anos, as crianças façam ao menos uma triagem com o teste da ponta de dedo - é uma picada na ponta do indicador que mede o colesterol total.
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Se o resultado for superior a 150 mg/dl, é importante estimular a atividade física e uma dieta mais saudável. Se o resultado for superior a 170, é indicado procurar um médico para fazer um exame mais completo.
No vídeo ao lado, a nutricionista Adriana Ávila responde perguntas enviadas pelos internautas.